Como levar seu Cão ou Gato ao Exterior

passaporte

 

O trânsito de cães e gatos entre países exige algum documento emitido pela autoridade veterinária do país de origem e aceito pelos países de destino, que ateste as condições e o histórico de saúde do animal de estimação bem como o atendimento às exigências sanitárias do país de destino. No Brasil, os documentos utilizados para essa finalidade são o CVI (Certificado Veterinário Internacional) e o Passaporte para Trânsito de Cães e Gatos que são expedidos pelo Serviço de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), órgão vinculado à Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) do MAPA.

Cada país tem requisitos específicos para autorizar o ingresso de cães e gatos no seu território. É muito importante que o proprietário planeje com antecedência a viagem do seu animal para ter tempo suficiente de atender todas as exigências do país de destino, o que às vezes pode requerer alguns meses.

É responsabilidade do proprietário do animal procurar se informar sobre as exigências junto à embaixada/consulado do país de destino. Nos links abaixo você encontra uma lista com os principais destinos e suas exigências sanitárias.

Click no link abaixo para baixar o manual completo:

Manual de Viagem Internacional

Fonte: Mundo Pet & Vet

Maus-tratos contra Animais

Cachorro-Triste

 

Os maus-tratos contra animais são práticas muito comuns na história da humanidade e perduram até os dias de hoje. Não é raro nos depararmos com situações evidentes de maus-tratos contra animais domésticos ou domesticados.

Lojas que abrigam animais em gaiolas minúsculas, sem qualquer condição de higiene, cães presos em correntes curtas o dia todo, proprietários que batem covardemente em seus animais ou os alimentam de forma precária, levando o animal à inanição, cavalos usados na tração de carroças que são açoitados e em visível estado de subnutrição.

Os Maus-tratos contra Animais são hoje disciplinados pela Lei 9.605/98, em seu artigo 32, que assim dispõe:

“Art. 32. Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos:

Pena – detenção, de três meses a um ano, e multa.

§ 1º Incorre nas mesmas penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos.

§ 2º A pena é aumentada de um sexto a um terço, se ocorre morte do animal.”

Algumas formas de maus-tratos estão elencadas no artigo 3º. do Decreto Lei 24.645/1934.

Não obstante as formas de maus-tratos descritas na lei supracitada, maus-tratos pode ser classificado de várias formas que não foram previstas na lei, como deixar de levar o animal ao veterinário quando aparecem sintomas de doenças, deixá-los presos em coleira curta o dia inteiro, falta de alimentação adequada, etc

A nossa legislação ainda é muito branda e não pune de maneira eficaz quem pratica os maus-tratos.

Temos a proposta nova que deverá compor o novo Código Penal, o qual a pena aplicada aos maus-tratos será de 1 a 4 anos de reclusão, porém, a nova legislação ainda não está em vigor.

Sempre que houver uma suspeita de maus-tratos as pessoas deverão chamar a polícia, pois os maus-tratos contra animais são condutas criminosas descritas na nossa legislação e poderá ocorrer um flagrante delito, ou até mesmo denunciar na delegacia do Meio Ambiente ou Delegacia comuns, sendo certo que a autoridade policial deverá instaurar um inquérito para investigar o caso.

Os Membros do Ministério Público também poderão ser acionados no fórum da cidade, uma vez que são os responsáveis pelos animais de acordo com a nossa legislação, ou seja, os animais são tutelados pelo Estado e quem representa o Estado é o Ministério Público.

Não deixe de denunciar, afinal somos responsáveis por estes seres que não tem voz, a Dignidade dos animais precisa ser reconhecida, e eles deverão ser sujeitos de direitos e não objetos como ainda infelizmente são considerados pela Legislação Civil.

Aos poucos a consciência e a Legislação avançam e a esperança de maior proteção à Dignidade Animal encontra-se mais próxima!!

Fonte : Monamigo

Os animais pedem respeito

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Sabe a gente não cansa, mas fala bastante sobre adoção e os motivos de se adotar ao invés de comprar. Falamos também sobre a sofrida vida dos animais nas ruas e todas as atrocidades que sofrem por lá, que vão inclusive, além da física.

Há animais que não se recuperam, são recolhidos e levados aos abrigos mas não socializam mais, ficando assim impossível encaminhar à adoção. É justo isso? Ou melhor, por que mesmo com tantas campanhas e informação os números parecem não reduzir?

Os cachorros são, hoje, considerados os melhores amigos do Homem. Amanhã não se sabe, vide como são tratados atualmente. Os gatos já foram considerados sagrados.

O que estamos fazendo com nossos animais? Que planeta estamos construindo? Por que os animais precisam pagar pelos nossos erros? Por que tantos animais estão abandonados? Essas perguntas parecem não terem uma resposta lógica.

Só pra vocês terem uma noção, temos hoje aqui no site, quase 5 mil animais disponíveis para adoção e os números só crescem. Isso é assustador!

Precisamos ser mais conscientes pra ontem! Não podemos continuar seguindo esse mesmo rumo.

Nós recebemos inúmeros e-mails com pedido de ajuda para recolher animais que estão na rua em estado crítico. Como não temos abrigo, infelizmente temos que encaminhar uma triste resposta com outras opções. A questão é: é justo um abrigo que já conta com mais 5/6 mil animais receba uma ligação de uma pessoa informando que tem um animal na rua precisando de um lar? Essa pessoa provavelmente vai ir para casa com a consciência super tranquila, afinal, ajudou um animal de rua. Sinto informar caro amigo, sua contribuição foi muito pequena perante as necessidades desse animal! Veja bem, não estou dizendo que é uma contribuição nula, mas é pequena perante às necessidades e as situações que vivem os abrigos, que é de extrema lotação.

Jogar a responsabilidade para os outros é muito fácil, mas arregaçar as mangas e se comprometer de verdade, isso sim é o que queremos ver, mais que isso, é o que precisamos.

Como ajudar um animal

Eu entendo que nem todo mundo tem condições para adotar um animal, mas existem outras coisas que você pode fazer:

  • Compartilhar nas redes sociais animais que precisam de um lar;
  • Divulgar campanhas de adoção, mesmo não sendo do seu Estado;
  • Oferecer ajuda em um abrigo. Seja para cuidar, limpar ou passear com um animal;
  • Ajudar doando ração seca e úmida, medicamentos, cobertas, toalhas, jornais, areia, papelão, tapete higiênico e material de limpeza;
  • Ofereça aos animais de rua que ainda não foram acolhidos ao menos água limpa e comida;
  • Realizando a castração de um animal ou participando de campanhas que arrecadam dinheiro para o mesmo fim;
  • Oferecer lar temporário.

Nós realizamos um trabalho que considero muito lindo de oferecer a quem deseja, um local gratuito para divulgar os animais que precisam de um lar. Divulgamos nas redes sociais com o maior amor, carinho e alegria do mundo! É com o coração cheio de esperança que fazemos isso, pois a cada postagem, sentimos que alguém vai se interessar e levar para casa um animalzinho. Fazendo com que ele tenha a chance de enfim, conhecer o amor e ter uma vida digna.

Quem tem um abrigo, é protetor ou fundador de uma ONG, com certeza realiza esses acolhimentos dos animais de rua com o coração repleto de amor e alegria, mas a quantidade de animais socorridos é sempre maior que a quantidade de animais adotados. Precisamos nos mobilizar para, lógico, aumentar o número de animais adotados, mas principalmente evitar que os animais sejam abandonados.

Existem umas questões que também precisam ser analisadas:

  • Animal não é brinquedo. Você não pode adotar e depois de algum tempo (dias, meses ou anos) resolver que não quer mais;
  • Pelo fato de animal não ser um objeto não pode ser dado como presente. Na verdade você até pode dar um animal à alguém, mas antes é preciso saber se a pessoa deseja ter um animal e se tem condições para mantê-lo;
  • Ter noção de onde e como vive. Muitas pessoas quando se mudam, abandonam seus bichos. Isso não pode! Se você mora de aluguel, quando precisar se mudar precisa ver uma casa onde possa levar seus bichos. Se você não deixa seus filhos, marido ou esposa para trás, não pode deixar seus animais;
  • Ter em mente que quem optou por adotar um animal, está assinando um termo de responsabilidade com uma vida. Os animais tem sentimentos como os nossos: sentem fome, sede, dor, felicidade e tristeza;
  • Como começar uma nova vida, em uma casa nova, sacrificando uma outra que sequer vai conseguir entender o que aconteceu?

Animais que já tiveram um lar e são abandonados ou simplesmente jogados para fora de um carro nas ruas, sofrem um trauma terrível. Eles muitas vezes, sequer querem sair de onde foram abandonados, na esperança de “seus pais” voltarem para pegá-los. Só que esse dia nunca chega. Conseguem mensurar a dor desse animal? Vai além da fome, sede, frio ou dor. É mais profunda que isso, é uma dor no coração, na alma.

Se tiverem sorte de serem resgatados, ótimo. Caso contrário, ficarão ali aguardando a morte chegar. E ela vem, de forma lenta e dolorosa. Isso não é exagero não, é a dura realidade desses animais.

A palavra de ordem é castração!

 

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Não podemos pensar em um mundo diferente agindo da mesma forma. Temos muitos animais sem lar, vivendo nas ruas, sofrendo todos os horrores desse mundo e a responsabilidade disso tudo é nossa.

Somos responsáveis pela vida desses animais. Concordo que falta uma politica do Estado com campanhas de castração gratuita, pois muitas pessoas desejam castrar seus animais mas não tem condições financeiras, faltam também hospitais veterinários gratuitos. Mas não podemos cruzar os braços perante a essas faltas.

Vejo várias ONGs e protetores literalmente rebolando para conseguir realizar as castrações dos animais recém-resgatados. E fazem rifas, vendem objetos, pedem doações e muitas vezes não conseguem fechar o valor de todos os animais. Aí não adianta cobrar do Estado, pois se eles não fazem, precisamos fazer. O que não pode é continuar como está.

Se você comprar apenas um número de uma rifa, ajudar com uma doação, por menor que seja, será sempre um diferencial muito bem-vindo à esses animais.

A castração significa o fim de um ciclo de abandono!

Vale ressaltar que não é pra sair por aí dando dinheiro ou comprando rifa de qualquer um. Pesquise sobre o local, vá fazer uma visita, peça referência, se informe sobre o trabalho desse protetor ou ONG. A gente sabe que existem muitas pessoas se aproveitando da situação desses pequenos e praticam golpes mesmo. Então veja bem, ajude, mas ajude de forma consciente!

Nós podemos fazer a diferença. Nós temos que ser a mudança que tanto pedimos aos outros.

Respeitar os animais, nossa natureza, não jogar lixo nas ruas, reciclar, o bem é uma corrente estimulante. Quanto mais você pratica, mais vontade tem de continuar fazendo e as pessoas ao seu redor se inspiram nisso e fazem também.  Se você cuida e respeita de um gato, cachorro ou outro animal, esse amor reflete no seu próximo. Teremos então um futuro melhor, com mais respeito, paz e amor.

Faça o bem! Cuide bem de quem você ama e ame todos os animais!

E aí, gostou do post de hoje?

Deixe suas experiências e opinião nos comentários, vamos amar ler.

Semana que vem a gente volta com mais dicas e cuidados, até lá! ??

Fonte : Hachi Ong – Proteção Animal  – Amigo não se compra

Tire suas dúvidas sobre a castração de cães e gatos

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  • Cãozinho usa um colar elizabetano após uma cirurgia de castração

O número de cães e de gatos no Brasil ultrapassa os 73,3 milhões, segundo os dados mais recentes da PNS (Pesquisa Nacional de Saúde) divulgada em 2015 pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Parte desses bichos vive em lares, mas um levantamento datado de 2014 indica que cerca de 30 milhões estão nas ruas.

Diante deste cenário, médicos veterinários recomendam a castração como medida mais pertinente contra a superpopulação. Só em São Paulo, o CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) mantém desde 2001 o programa de castração e de orientação para a posse responsável. Números recentes indicam que, em 2015, cerca de 90 mil animais foram registrados e castrados pela entidade ou instituições ligadas a ela. Mas castrar não evita apenas a procriação descontrolada, também beneficia a saúde do animal.

Indicação

Indicada como principal método para barrar a superpopulação e, consequentemente, o número de animais abandonados, a castração, no caso das fêmeas, pode evitar problemas como infecção uterina (piometra ou complexo hiperplasia endometrial cística) e câncer de mama. Já nos machos, o risco de tumores testiculares deixa de existir. O ideal é que o cão ou o gato tenha entre três meses e oito anos, mas a partir dos sete anos, os cuidados devem ser redobrados. Quando as condições são favoráveis, é feita a remoção do útero e dos ovários ou dos testículos.

Pré e pós-operatório

Uma vez que o tutor decide submeter o pet ao procedimento, alguns exames clínicos são feitos para avaliar a saúde do animal – que receberá anestesia geral ­- e é dada a indicação do tempo de jejum. Após a cirurgia, assim que o efeito da anestesia passa, o bicho é observado e, se estiver bem, liberado. Neste momento, o cuidador recebe instruções sobre os procedimentos do pós-operatório, que incluem: administração de anti-inflamatórios e analgésicos; uso de colar elizabetano (o famosos “cone da vergonha”, principalmente para as fêmeas) ou roupa pós-cirúrgica; e o prazo para o retorno ao consultório para retirada dos pontos. Em geral, a recuperação das “meninas” ocorre em 15 dias e a dos machinhos, em 10.

Fontes: Andressa Felisbino, veterinária; Marta Schiavone Cardoso de Andrade, médica veterinária do Centro de Controle de Zoonoses de São Paulo (CCZ-SP); e Prefeitura de São Paulo.

Para saber mais: encontre a Suvi mais próxima ou entre em contato com entidades protetoras como a Arca , Tribuna Animal e Hachi Ong 

Bicho “de casa”

Sem cio, sem “treta”

Nos lares onde vivem animais de diferentes sexos é comum observar um aumento na agressividade quando a fêmea entra no cio. Isso ocorre porque os machos passam a disputá-la. O resultado são bichos estressados e a possibilidade de brigas. Com a castração, o cio cessa e a disputa também. A medida ainda evita fugas de cães e gatos que desejam cruzar e, assim, minimizam o risco de acidentes como atropelamentos, por exemplo.

O que engorda é a comida

O senso-comum prega que cães e gatos castrados estão fadados a serem gordinhos. De fato, um aumento no apetite dos bichinhos é observado e a agitação diminui, porque a excitação deixa de existir. Porém, se os tutores motivarem seus animais a se exercitarem mais e cuidarem da quantidade de comida ingerida, os pets permanecerão com o peso controlado. Para indivíduos que comem ração, inclusive, há versões especiais que costumam ser menos calóricas e mais balanceadas e podem ser indicadas por um veterinário.

Mutirão

Castração gratuita

Não são apenas os animais sem dono que podem ser castrados gratuitamente. Na capital paulista, por exemplo, quem não tem condições de arcar com o custo do procedimento pode recorrer aos mutirões de castração organizados pelo CCZ em parceria com as Suvis (Supervisão de Vigilância em Saúde) e algumas ONGs. As entidades mantém um calendário (informações pelos telefones 156 ou (11) 3397-8900) com as datas e locais em que o serviço será oferecido. Para realizar a cirurgia, basta que o tutor apresente RG, CPF e comprovante de residência para confirmar a inscrição do(s) bicho(s). Os agendamentos costumam ser feitos uma semana antes da data programada para o mutirão, no mesmo local onde a ação será realizada. As Suvis também cadastram e encaminham os animais para as clínicas parceiras mais próximas. Em geral, o tempo de espera para conseguir uma cirurgia por este sistema varia de dois a três meses.

A cirurgia em mutirão é segura?

Assim como na maior parte das clínicas, a indicação para castração de animais em mutirões considera a idade entre três meses e oito anos como a admissível e a cirurgia é feita apenas em indivíduos sadios. As condições de pré e pós-operatório devem ser as mesmas das observadas em procedimentos pagos. Há prescrição de medicamentos, quando necessário, e são dadas orientações sobre quem procurar em caso de complicações, uma vez que as clínicas parceiras ficam responsáveis pelos animais até a recuperação. Em caso de dúvidas procure organizações de proteção animal, como a Arca, e o próprio CCZ.
Fonte:Mulher

CORTAR RABOS E ORELHAS DE CÃES É CONSIDERADO CRIME

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A prática de cortar rabo e orelhas de cães, que já foi até mesmo padrão de estética para algumas raças, é considerada mutilação e crime ambiental.

Segundo o médico veterinário Lucas Lorenzom, no Brasil, a conchectomia (corte de orelha) passou a ser proibida em 2008 e, desde então, houve a recomendação para que não fosse realizada a caudectomia (corte da cauda), que, em 2013, também passou a ser considerada crime, salvo mediante necessidade justificável como tumores e lesões irreversíveis. ‘O profissional que realizar sem justificativa plausível, está sujeito a processo ético profissional e corre o risco de perder o diploma.’

Lorenzom recorda que, há poucos anos, era comum avistar cães com orelhas e caudas cortadas, ‘como se isso fosse algo natural dos mesmos’. ‘Isso era muito comum em algumas raças como pitbull, dobermann, rottweiler, pinscher, cocker, poodle, boxer, entre outros.’

BUSCA PELOS PROCEDIMENTOS

De acordo com Lorenzom, atualmente, a clínica veterinária em que atua ainda recebe vários telefonemas de proprietários interessados em realizar os procedimentos. ‘Mas sempre explicamos o porquê de não fazer’, garante. Na maioria das vezes, diz, a única justificativa do tutor é a questão estética.

O médico veterinário destaca que a caudas e as orelhas têm uma função para os animais. Conforme o profissional, o corte do rabo diminui o senso gravitacional dos animais. ‘É também uma maneira de mostrar emoções.’ Já as orelhas longas, explica, protegem a estrutura interna do ouvido, como de contaminações do meio externo.

GATOS

Além do corte de caudas e orelhas de cães, o veterinário menciona que outra prática comum e também proibida é a onicectomia (amputação das unhas), muito realizada em gatos para evitar que eles não destruam os móveis, por exemplo. Lorenzom ressalta que as unhas são importantes aos gatos porque eles as utilizam para se equilibrar, marcar território e também se defender. ‘Além disso, a cirurgia é extremamente dolorosa, pois além das unhas, são removidos ossos, tendões, e articulações’, acrescenta.

Fonte: Folha do Mate

Por Alan Faleiro

Doença do Carrapato

Doença do Carrapato

A doença do carrapato se apresenta de duas formas: a erliquiose (erlichiose) e a babesiose. Elas são transmitidas pelo carrapato marrom (Rhipicephalus sanquineus). Ele se aloja no corpo do cachorro e se alimenta de sangue. As duas formas da doença podem atingir o cachorro simultaneamente, agravando ainda mais o quadro clínico do cão. Conheça aqui os locais onde seu cachorro fica mais exposto a carrapatos e proteja seu cão.

A doença do carrapato também é conhecida como hemoparasitose. É uma das doenças que mais assustam os donos de cachorros, pois não existe vacina contra ela e apesar de existir tratamento e cura, ela também pode ser fatal. Sim, a doença do carrapato pode matar.

A Erliquiose (ou Erlichiose) é uma doença infecciosa severa que acomete os cães, causada por bactérias do gênero Ehrlichia, sendo a principal a Ehrlichia canis. Raramente atinge gatos ou seres humanos, embora não seja impossível. É uma doença mais comum durante o verão, já que os carrapatos precisam de calor e umidade para se reproduzir. É comum confundir os sintomas da doença do carrapato com os sintomas da Cinomose, por isso é sempre importante consultar um veterinário assim que seu cachorro se mostrar apático, triste, prostrado e diferente do normal.

Babesiose CaninaJá a Babesiose é causada pelo protozoário Babesia canis, que infecta e destrói os glóbulos vermelhos (diferente da Erliquiose, que é causada por uma bactéria que destrói os glóbulos brancos).

Os carrapatos precisam de um ambiente quente e úmido para se reproduzir, por isso são muito mais comuns em países tropicais. No Brasil, a Babesiose é mais comum no Nordeste e menos comum no Sudeste e no Sul.

 

Tipos de carrapato

O carrapato do cão (Rhipicephalus sanguineus) é encontrado no meio ambiente muito facilmente, como canis, muros, telhados, batentes de portas, troncos e cascas de árvores, parte de baixo de folhas e plantas, residências etc. Esse parasita é muito sensível à claridade, por isso se “escondem” em ambientes com pouca luz. Vale lembrar que o homem não pode ser hospedeiro dos carrapatos. Isso porque dificilmente uma pessoa irá deixar que um carrapato fixe-se em sua pele sem retirá-lo. Além disso, para ser infectado pela doença (tanto a Babesiose quanto aErliquiose), o carrapato precisa ficar preso à pele por no mínimo 4 horas, o que é muito difícil de ocorrer, já que assim que picados, nossa primeira reação é retirar o parasita do nosso corpo. Como os animais não tem essa capacidade, eles dependem de nós para verificar se há algum carrapato em seu corpo.

Importante lembrar que os carrapatos não vivem sem um hospedeiro, pois precisa de seu sangue para sobreviver, sugando-o até ficar saciado. Depois de se alimentar, eles se soltam do hospedeiro até precisar de sangue novamente e partir em busca de um outro animal cujo sangue irá servir de alimento.

O carrapato é infectado quando se alimenta do sangue de um cão com Babesiose. Uma vez ingeridas as babésias, elas se instalam e contaminam os ovos que serão postos pelo carrapato fêmea. Depois de já terem contaminado os ovos, as larvas e as ninfas, esses protozoários se fixam nas glândulas salivares do carrapato adulto e se multiplicam neste lugar. Quando este carrapato contaminado for sugar o sangue do próximo hospedeiro (cão), irá infectar este cão.

Carrapato fixo no cão

Como meu cão pode pegar a doença do carrapato?

A doença é transmitida de um cão contaminado para um cão sadio através do carrapato. O principal vetor é o carrapato marrom (Rhipicephalus sanguineus). O parasita irá infectar os glóbulos brancos do sangue, ou seja, as células de defesa do organismo do cão.

 

Sintomas da Erliquiose

Os sintomas apresentados por um animal infectado dependem da reação do organismo à infecção. A Erliquiose pode ter três fases:

1. Fase aguda: onde o animal doente pode transmitir a doença e ainda é possível que se encontre carrapatos.
Febre, falta de apetite, perda de peso e uma certa tristeza podem surgir entre uma e três semanas após a infecção. O cão pode apresentar também sangramento nasal, urinário, vômitos, manchas avermelhadas na pele e dificuldades respiratórias. É importante estar sempre atento à saúde do animal. Normalmente o dono só percebe a doença na segunda fase, e assim como outras doenças, o diagnóstico precoce é fundamental para a recuperação.

2. Fase subclínica: pode durar de 6 a 10 semanas (sendo que alguns animais podem nela permanecer por um período maior)
O cachorro não mostra nenhum sintoma clínico, apenas alterações nos exames de sangue. Somente em alguns casos o cão pode apresentar sintomas como inchaço nas patas, perda de apetite, mucosas pálidas, sangramentos, cegueira, etc. Caso o sistema imune do animal não seja capaz de eliminar a bactéria, o animal poderá desenvolver a fase crônica da doença.

3. Fase crônica:
Os sintomas são percebidos mais facilmente como perda de peso, abdômen sensível e dolorido, aumento do baço, do fígado e dos linfonodos, depressão, pequenas hemorragias, edemas nos membros e maior facilidade em adquirir outras infecções. A doença começa a assumir características de uma doença auto-imune, comprometendo o sistema imunológico. Geralmente o animal apresenta os mesmos sinais da fase aguda, porém atenuados, e com a presença de infecções secundárias tais como pneumonias, diarreias, problemas de pele etc. O animal pode também apresentar sangramentos crônicos devido ao baixo número de plaquetas (células responsáveis pela coagulação do sangue), ou cansaço e apatia devidos à anemia.

Como sei que meu cão está com Erliquiose?

O diagnóstico é difícil no início da infecção pois os sintomas são semelhantes a várias outras doenças, como a Cinomose, por exemplo. A presença do carrapato é relevante para a confirmação da suspeita durante a avaliação clínica. O diagnóstico pode ser feito através da visualização da bactéria em um esfregaço de sangue (exame que pode ser realizado na clínica veterinária) ou através de testes sorológicos mais sofisticados, realizados em laboratórios especializados. Quanto mais cedo for diagnosticada a doença, maiores são as chances de recuperação e cura.

Cuidado: os sintomas da doença do carrapato são parecidos com os sintomas da Cinomose. Leia nosso artigo sobre essa doença e tire suas dúvidas.

Tratamento e cura da Erliquiose

A Erliquiose é tratável em qualquer fase. O tratamento é feito à base de medicamentos, sobretudo os aintibióticos (em especial a doxiciclina). Por vezes é necessária a complementação do tratamento com soro ou transfusão de sangue, dependendo do estado do animal.

O tratamento pode durar de 21 dias (se iniciado na fase aguda) a 8 semanas (se iniciado na fase crônica). Vai depender da precocidade do diagnóstico, do quadro dos sintomas e a fase em que o animal se encontra no início do tratamento.

Quanto mais cedo se começa o tratamento, são maiores as chances de cura. Em cães nas fases iniciais da doença, observa-se melhora do quadro clínico após 24 a 48 horas do início do tratamento.

Sintomas da Babesiose

Ciclo de Vida do CarrapatoApós a infecção, a presença de parasitas no sangue acontece dentro de um ou dois dias, perdurando por cerca de quatro dias. Os microorganismos então desaparecem do sangue por um período de 10 a 14 dias, ocorrendo então uma segunda infestação dos parasitas, dessa vez mais intensa.

Muitas infecções por Babesia canis são inaparentes. Em alguns casos, os sintomas clínicos se tornam aparentes apenas após esforço (decorrente de exercício esgotante), cirurgias ou outras infecções. Tipicamente os sintomas da Babesiose são: febre, icterícia, fraqueza, depressão, falta de apetite, membranas mucosas pálidas e esplenomegalia (aumento do baço). Podemos encontrar ainda perturbações da coagulação e nervosas. Por isso é sempre bom estar atento ao comportamento do seu cão. Se de repente ele ficar prostrado, triste, apático, sem ânimo e com atitudes anormais para seu temperamento, investigue imediatamente o que pode estar ocorrendo. Ele pode estar apenas enjoado, mas ele também pode estar infectado, com Babesiose ou Erliquiose, ambas as doenças podendo ser chamadas de “Doença do Carrapato”.

Encontrou um carrapato no seu cachorro? Observe seu cão durante três ou quatro dias e repare se há:
– um enorme abatimento;
– apatia, tristeza, prostração;
– febre;
– grande cansaço;
– urina escura (“cor de café”);
– mucosas de cor amarelada antes de se tornarem “branco de porcelana “.

Nos exames de laboratório (sangue), os sintomas mais frequentes são: anemia, aumento dos níveis de bilirrubina no sangue, presença de bilirrubina e hemoglobina na urina e diminuição do número de plaquetas. É muito comum a presença de quadros de insuficiência renal aguda.

A babesiose é uma causa infecciosa de anemia hemolítica. O espectro da doença varia de uma anemia leve, clinicamente inaparente, a uma forma fulminante com marcada depressão e achados clínico-patológicos consistentes com coagulopatia intravascular disseminada.

Diagnóstico

Exame de sangue imediatamente. O diagnóstico é confirmado pela identificação dos microorganismos de Babesia nas hemácias em esfregaços sanguíneos corados. Contudo, nem sempre os microorganismos podem ser encontrados nos esfregaços sanguíneos e nestes casos podem ser realizados testes sorológicos para confirmação do diagnóstico.

Tratamento e cura da Babesiose

O tratamento da babesiose vai abranger duas questões: o combate ao parasita e a correção dos problemas que foram causados por este parasita (como a anemia e a insuficiência renal, por exemplo).

Atualmente, os veterinários possuem à sua disposição piroplasmicidas (Babesicida) capazes de destruir o parasita. O tratamento das complicações da doença, que é indispensável, consiste por exemplo na cura da insuficiência renal (por diferentes meios, entre os quais a hemodiálise, ou seja, o rim artificial), além de serem tratadas as demais complicações da doença.

Essas graves complicações, como a insuficiência renal e a anemia aguda, podem levar à morte do cão. Por isso é tão importante diagnosticar a Babesiose Canina o mais rápido possível, assim as sequelas hepáticas e renais são evitadas ao máximo.

Como prevenir a Doença do Carrapato

A melhor maneira de prevenir essa doença é evitando os temíveis carrapatos. É importante desparasitar frequentemente o local onde o cão vive e o próprio cão também. Uma maneira simples e eficaz é manter a grama do jardim sempre curta, para evitar que carrapatos se escondam por baixo das folhas. Outra forma eficaz é a aplicação da “vassoura de fogo” ou “lança chamas” nos muros, canis, estrados, batentes, chão etc., pois elimina todas as fases do carrapato: ovos, larvas, ninfas e adultos. Para desparasitar o cachorro, existem vários métodos: pós, sprays, banhos, coleiras anti-parasitas, medicamentos orais, etc. Ainda não há uma vacina eficaz contra a doença.

– Verificar a presença de carrapato no cão com frequência;
– Desinfetar o ambiente onde o animal vive periodicamente;
– Usar produtos veterinários carrapaticidas como sabonetes, xampus etc;
– Manter a grama do jardim sempre curta;
– Estar atento aos hotéis para cães, pois se há algum cão infectado, ele poderá transmitir a doença através de outro carrapato do local.
– Aplicar uma pipeta anti-pulgas e anti-carrapatos no cão de 25 em 25 dias.

Há vários produtos contra carrapatos. Um dos mais completos é o Max 3, pois ele protege também contra pulgas e age repelindo as pulgas e os carrapatos, não permitindo que esses piquem o animal.

Lugares preferidos dos carrapatos no corpo do cão. Verifique sempre:
– Região das orelhas;
– Entre os dedos das patas;
– Próximo aos olhos, nuca e pescoço.

Como tirar um carrapato do meu cachorro?

Arrancar o carrapato não é recomendado. Pode acontecer de tirarmos só uma parte do corpo e o resto ficar ainda aderido ao cão, podendo provocar infecções. O ideal é aplicar umas gotas de vaselina ou parafina ao redor, esfregá-lo um momento até que amacie um pouco a pele e depois tentar retirá-lo suavemente. Depois, coloca-se o carrapato no álcool para que morra e não escapem os ovos. Lave as mãos depois de manipulá-los.

Existem também as pinças de carrapatos, que servem para extrair o parasita por inteiro. Encontram-se à venda em lojas especializadas de produtos veterinários. Veja como retirar:

Remoção do carrapato

Fonte: Tudo Sobre Cachorros | Doença do carrapato | Tudo Sobre Cachorros

Parvovirose Canina

Parvovirose Canina

Parvo vírus canino ou parvovirose canina, é uma doença das doenças mais comuns em cachorros.

A parvovirose é uma doença altamente contagiosa, caracterizada por diarreia com sangue. Vacinas atuais têm ajudado a controlar a propagação desta doença, mas apesar de terem sido vacinados, alguns cães ainda contraem e morrem. Há muito que não sabemos sobre o vírus ou qual a melhor maneira de controlar a doença, mas estamos aprendendo novas informações diariamente. Há muita desinformação sobre a doença, sua propagação e a vacinação é generalizada. Esperamos que com uma melhor compreensão da doença, os donos sejam capazes de tomar boas decisões para a saúde de seus cães que ajudarão a prevenir e reduzir a propagação.

O que é parvovirose canina?

parvoviroseA parvovirose é transmitida através do contato com fezes contendo o vírus parvovírus. O vírus é conhecido por sobreviver com objetos inanimados – como roupas, panelas de comida, e piso das gaiolas – para 5 meses e já em condições adequadas. Os insetos e roedores podem também servir como vetores que jogam um papel importante na transmissão da doença. Isto significa que qualquer material fecal ou vômito precisa ser removido com um detergente, antes da solução de lixívia ser usada. Água sanitária deve ser utilizada em roupas, pratos, pisos do canil e outros materiais impermeáveis que podem ser contaminadas.

O período normal de incubação (tempo de exposição ao vírus para o momento em que os sinais da doença aparecem) é de 7-14 dias. O vírus pode ser encontrado nas fezes vários dias antes dos sinais clínicos da doença aparecem e pode durar de uma a duas semanas após o início da doença.

Sintomas da parvovirose canina

parvovirose caninaVômito, letargia, anorexia, grande perda de peso, febre (em alguns casos) e diarreia com sangue são os principais sintomas. Muitos cães adultos expostos ao vírus mostram muito poucos sintomas, às vezes nenhum. A maioria dos casos da doença são observados em cães com menos de 6 meses de idade, com os casos mais graves que ocorrem em cachorros com menos de 12 semanas de idade. Algumas raças de cães são mais propensas a contrair o vírus, como Rottweilers,Dobermann e Labrador Retriever.

A forma mais comum da doença é a forma intestinal conhecida como enterite. Parvo vírus enterite é caracterizada por vômitos (muitas vezes grave), diarreia, desidratação, fezes escuras ou com sangue, e em casos graves febre e contagem de glóbulos brancos do sangue que ficam reduzidos. Enterite aguda ou parvo vírus pode ser visto em cães de qualquer raça, sexo ou idade. A doença pode progredir rapidamente e morte pode ocorrer mais cedo, dois dias após o início da doença. A presença de bactérias negativas, parasitas ou outros vírus, pode piorar a gravidade da doença e deixar a recuperação lenta.

A maioria dos cães com parvovirose apresenta febre alta, chegando à temperatura de 41ºC, seguida de desidratação. Veja aqui como verificar se seu cão está com febre. Cuidado: às vezes a febre é sinal de hipertermia, e não de parvovirose. Veja aqui sobre os sintomas da hipertermia.

Diagnóstico da parvovirose canina

Nem todos os casos de diarreia sanguinolenta com ou sem vômitos são provocadas pelo parvo vírus e muitos filhotes doentes são diagnosticadas como tendo “parvo”. A única maneira de saber se um cão tem parvovirose é através de um teste de diagnóstico positivo. Os exames tradicionais de sangue para a titulação e um exame simples das fezes costumam ser suficientes para o diagnóstico da parvovirose. Teste de todos os casos suspeitos de parvo é a única maneira de diagnosticar corretamente e tratar esta doença. Um exame físico completo e exames laboratoriais adicionais, tais como um hemograma e bioquímica ajudam para determinar a gravidade da doença.

Tratamento da parvovirose canina

Atenção: se o cão tem parvovirose, isole-o de outros animais para evitar o contágio. Se possível, interne-o em uma clínica veterinária durante o tratamento.

Normalmente o cão com parvovirose fica muito desidratado e precisa ser internado. Ele precisa receber fluidos e eletrólitos para repor as perdas devido à desidratação. Em casos muito graves, utiliza-se expansores plasmáticos, para que o cão não tenha um choque hipovolêmico. Além disso, o cão começa a tomar antibióticos e remédios para evitar o vômito e não piorar a desidratação.

Durante o tratamento da parvovirose, o animal perde o apetite e não se alimenta. Por isso o retorno à alimentação precisa ser feito de forma muito gradativa e preferencialmente com rações medicamentosas e especiais, pois elas possuem uma absorção mais eficaz, ideal para cães enfermos.

Quando o cão está 100% bom e com imunidade mais alta, ele volta a se desenvolver, mas pode ter um atraso em seu crescimento e algumas sequelas. Ele vai precisar de uma ração super premium bem nutritiva para se recuperar. A parvovirose não se cura sozinha e é muito importante o auxílio do veterinário para que o cão se salve.

Parvovirose mata? Mata. Por isso é preciso estar atento aos menores sinais do seu cachorro e conhecê-lo muito bem para notar mudanças em sua rotina habitual. O resultado do tratamento vai depender da imunidade do cachorro, o estágio atual da doença (se ficou muito tempo com o vírus sem ter tratamento) e se o veterinário conhece a doença e sabe como tratá-la. Assim como a maioria das doenças, quanto antes for diagnosticada, mais chances de sucesso no tratamento.

Parvovirose canina tem cura

Tem. Porém, como já falamos anteriormente, a cura depende do quão cedo foi feito o diagnóstico, se o veterinário está bem preparado em relação à doença pra tratá-la corretamente e da resposta imunológica do cão.

Imunidade e vacinação

Se um cachorro se recupera de infecção por parvo vírus, ele é imune a reinfecção para, provavelmente, pelo menos, 20 meses e, possivelmente, para a vida. Além disso, após a recuperação, o vírus não é eliminado nas fezes.A vacina contra a parvovirose está presente na v8 e na v10. As vacinas são seguras e não causam a doença.

A principal causa do fracasso de vacinas é um nível de interferência de anticorpos maternos contra a parvovirose canina. Os anticorpos maternos são os anticorpos presentes no leite da mãe durante as primeiras 24 horas após o nascimento do filhote. A idade em que os cachorros podem efetivamente ser imunizados é proporcional à titulação da mãe e da eficácia de transferência de anticorpo materno dentro daquelas primeiras 24 horas. Os níveis elevados de anticorpos maternos presentes na corrente sanguínea dos filhotes vai bloquear a eficácia de uma vacina. Quando os anticorpos maternos caem para um nível suficientemente baixo no cachorro, a imunização por uma vacina comercial vai funciona. O fator que complica é que existe um período de tempo de vários dias a várias semanas para que os anticorpos maternos fiquem suficientemente altos para proporcionar uma proteção contra a doença, mas baixos o suficiente para a vacina ter sucesso. Este período é chamada de janela de suscetibilidade. Este é o momento em que apesar de serem vacinadas, um filhote de cachorro ainda pode contrair parvovirose. A duração e horário da janela de suscetibilidade é diferente em cada filhote de cachorro em cada ninhada.

Um estudo de uma seção transversal de diferentes filhotes mostrou a idade em que eles foram capazes de responder a uma vacina e desenvolver a proteção completa por um vasto período de tempo. Às 9 semanas de idade, 40% dos filhotes foram capazes de responder à vacina. O número aumentado para 60% em 16 semanas e com 18 semanas de idade, 95% dos filhotes poderiam ser imunizados.

Como prevenir a parvovirose canina

Existem duas formas de prevenir a parvovirose: vacina e higiene.

– Vacinação preventiva
A vacinação é a mais eficaz das medidas de prevenção, mas não elimina os riscos por completo. Cães vacinados também podem contrair parvovirose. A vacina contra parvovirose está incluída na v8 e na v10. Portanto, vacinando seu filhote com v8 ou v10 até os 4 meses, ele estará também tomando a vacina de parvovirose. Veja aqui as vacinas e o calendário e vacinação. A v8 e a v10 tem reforço anual por toda a vida do cão, junto com a vacina da raiva.

– Limpeza do ambiente
Se você teve algum cão com parvovirose, limpe o local frequentado pelo cão infectado com água sanitária, para evitar que outros cães contraiam a doença.

Se seu cachorro faleceu por conta da parvovirose ou se ele ficou curado, não importa, limpe o local imediatamente. Se você vier a ter outro cachorro ou se alguma visita levar o cão pra sua casa, ele pode contrair a doença, mesmo que tenham se passado meses.

Desinfetantes comuns podem não acabar com o parvovírus, pois eles são muito resistentes. Dilua 4 colheres de sopa de água sanitária em 2 litros de água (use uma garrafa pet de 2L). Deixe a solução no local infectado por 20 minutos no mínimo antes de ser enxaguado.

A parvovirose pode ser transmitida para seres humanos ou para gatos?

Até hoje, não foram encontrados casos de contaminação da doença em humanos ou outros animais, como gatos, passarinhos, cavalos, etc.

Tratamento caseiro para parvovirose

Alguns sites dão receitas milagrosas de tratamento caseiro para parvovirose. NÃO CAIA NESSA. A parvovirose pode matar o seu cachorro, não arrisque a vida dele fazendo tratamento caseiro. Ele precisa ser diagnosticado corretamente por um veterinário e receber os medicamentos necessários para conseguir se salvar.

Conclusão

Em resumo, a parvovirose é um problema muito comum, além de ser uma grande causa de morte de filhotes. Devido à sua capacidade de ser transmitida através das mãos, na roupa e mais prováveis: roedores e insetos, é virtualmente impossível ter um canil que não esteja exposto à doença. Vacinas com o vírus modificado são seguras e eficazes, mas, apesar do melhor protocolo de vacinação, todos os filhotes terão uma janela de suscetibilidade de pelo menos vários dias na qual estarão em risco. O tratamento imediato por um veterinário irá aumentar a capacidade de sobrevivência em filhotes infectados e trabalhar com o seu veterinário sobre um programa de vacinação que é melhor para o seu cachorro é importante.

Mais sobre a parvovirose

Saiba quais atitudes podem ser consideradas maus-tratos aos animais

Saiba quais atitudes podem ser consideradas maus-tratos aos animais

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Se você ama animais, precisa saber como proceder para denunciar abusos, abandono e crueldade. Todos os dias, pela TV ou pela internet, somos bombardeados com vídeos e relatos de maus tratos e abandono de animais. A pergunta é: se você presenciasse um caso destes? O que faria?
Para ajudar a colocar um ponto final em histórias de violência contra os animais, preparamos um tutorial que orientará você a como agir ao se deparar com uma situação deste tipo.
Confira quais são as atitudes consideradas maus tratos aos animais. Além da violência contra os animais, existem outras ações que podem ser classificadas como maus tratos. São elas:
Abandono
Agressões físicas, como: espancamento, mutilação, envenenamento;
Manter o animal preso a correntes ou cordas;
Manter o animal em locais não-arejados – sem ventilação ou entrada de luz;
Manter o animal trancado em locais pequenos e sem o menor cuidado com a higiene;
Manter o animal desprotegido contra o sol, chuva ou frio;
Não alimentar o animal de forma adequada e diariamente;
Não levar o animal doente ou ferido a um veterinário;
Submeter o animal a tarefas exaustivas ou além de suas forças;
Utilizar animais em espetáculos que possam submetê-los a pânico ou estresse;
Capturar animais silvestres;
Como ter certeza de que se trata de um dos casos acima? Antes de qualquer coisa, conheça as leis que amparam os animais em casos de crueldade e abandono. Depois, certifique-se de que o problema se trata de um caso de maus tratos.
Lei Federal Nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, a “Lei dos Crimes Ambientais”.
Decreto Lei Nº 24.645, de 10 de julho de 1934, define maus-tratos aos animais.
Busque evidências e testemunhos que comprovem suas suspeitas. Se possível, tente conversar com o acusado de agressão, deixando claro que os animais são protegidos por leis.
Fotografe ou filme os animais que sofrem maus-tratos. Provas e documentos são fundamentais para combater e comprovar. Consiga o maior número de informações possível para identificar o agressor. É importante saber o nome completo, profissão, endereço residencial ou do trabalho, e se possível testemunhas.
Em caso de abandono ou atropelamento, anote a placa do carro para levantar a identificação no Detran. Não tenha medo de denunciar. Você será considerado somente uma testemunha do caso. E atenção: pessoas públicas ou famosas, também podem cometer crime contra os animais, quando na verdade, deveriam dar o grande exemplo. Faça sua parte e denuncie!

Cinomose Canina

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O que é a Cinomose Canina ?

A Cinomose Canina é uma doença causada por vírus (família Paramyxoviridae)  e sua transmissão é pelo ar, principalmente através dos aerosois de secreções dos animais infectados, que poderão eliminar o vírus por vários meses.

O vírus é sensível a solventes lipídios e a maioria dos desinfetantes e é instável fora do organismo do hospedeiro. Os filhotes se tornam mais suscetíveis ao vírus quando diminuem os seus títulos de anticorpos maternos proveniente do colostro, isto ocorre em média a partir da 6a. semana. A doença ocorre com maior freqüência em cães jovens, porém cães de todas as idades poderão ser infectados.

Sinais clínicos

Os sinais clínicos, duração e gravidade da doença irão depender de alguns fatores tais como: estado imunológico do animal, virulência da cepa, órgãos afetados pelo vírus entre outros. Os sinais clínicos podem ou não seguir uma cronologia, porém geralmente a Cinomose é uma doença aguda e febril. Esta febre é bifasica, tendo um pique febril de 3 a 6 dias após a infecção e dura de 1 a 3 dias. O segundo pique febril ocorre alguns dias ou semanas após o primeiro e pode durar uma semana ou mais, nesta fase podem surgir também sintomas a nível dos tratos gastrointestinais e respiratório. Através de exames laboratórios do sangue, o médico veterinário, já poderá observar algumas alterações.

A nível respiratório os sintomas clínicos mais comuns são: corrimento nasal mucopurulento; descargas nasais; dispnéia, acumulo de material mucopurulento no canto medial dos olhos; tosse seca que poderá se tornar úmida e produtiva, apatia e anorexia (perda do apetite).

A nível do trato gastrointestinal os sinais comumente encontrados são: vômitos e diarréias podendo ser estas catarrais e/ou hemorrágicas.

Com o agravamento da doença, pode ocorrer o aparecimento de sintomatologia nervosa quando o sistema nervoso é afetado. A partir deste momento a probabilidade de recuperação se tornam mais remota, existindo uma gama de sintomas neurológicos, tais como: convulsões, enfraquecimento e paralisia dos membros, principalmente os posteriores, sintomas cerebelares (tremores de cabeça, hipermetria) e vestibulares (cabeça pêndula, ataxia, nistagmo).

Ocorre ainda contração localizada de um músculo ou grupo de músculos (tiques, espasmos), ataques convulsivos caracterizados por movimentos de mastigação da mandíbula com salivação, que se tornam mais freqüentes e graves. Observa-se ainda movimentos de andar em circulo e “pedalar”, usualmente com micção e defecação involuntária.

O curso da doença pode ser rápido (10 dias) ou se prolongar por semanas e/ou meses. Os animais que sobreviverem à Cinomose, poderão se recuperar normalmente, ou então, ter seqüelas para o resto de suas vidas, tudo irá depender da gravidade da doença.

A Cinomose é uma doença que pode ser evitada, basta que se siga corretamente as vacinas a partir de 45 dias, consulte o seu veterinário.

Texto reproduzido do site: www.metasoft.com.br/lerer/

Fonte:http://www.dogtimes.com.br/saude6.htm

Esse é Stronguer lutando contra Cinomose

Fonte : App Pet

MODELO DE DENÚNCIA ANÔNIMA PARA SER ENCAMINHADA À AUTORIDADE POLICIAL DE SUA CIDADE

MODELO DE DENÚNCIA ANÔNIMA PARA SER ENCAMINHADA À AUTORIDADE POLICIAL DE SUA CIDADE

TERMO DE COMUNICAÇÃO DE NOTICIA CRIMINAIS AMBIENTAL

Ao Ilustríssimo Senhor Delegado Titular de Polícia do _________ Distrito Policial

Prezado Doutor,

É no exercício da cidadania, em colaboração ao trabalho das polícias civil e militar ambiental do Estado de São Paulo, que levo ao conhecimento de V Sª o fato abaixo descrito e ensejador de responsabilização criminal do autor, requerendo-se tome V Sª as providências pertinentes, instaurando-se de ofício o inquérito policial ou lavrando o termo circunstanciado, todos com previsão legal no Código de Processo Penal e Lei 9.099/95, passando a seguir às apurações que competem a este órgão.

Dados do fato delituoso

DATA:______/ ______/______

LOCAL:______________________________

DESCRIÇÃO DOS FATOS:________________________________________________________

AUTOR DO FATO (nome ou descrição física e RG): ________________________________________________
CAPITULAÇÃO LEGAL: Lei 9605/98- Lei de Crimes Ambientais- Art. 32. Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos: Pena – detenção, de três meses a um ano, e multa. § 1º Incorre nas mesmas penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos. § 2º A pena é aumentada de um sexto a um terço, se ocorre morte do animal.

DOCUMENTOS QUE SEGUEM ANEXADOS:
( ) testemunhas ( ) fotografias ( ) emails ( )outros

LEMBRANDO QUE O IDEAL É QUE A PESSOA SE IDENTIFIQUE PARA QUE POSSA ACOMPANHAR O TRÂMITE INVESTIGATIVO, MAS CASO NÃO SEJA POSSÍVEL ANEXE PROVAS.

 

Fonte: Comissão do Meio Ambiente e Proteção Animal OAB – Franca/SP

Foto:  Geraint Rowland/Flickr