Doença periodontal – Cães e gatos

A doença periodontal é muito comum em cães e gatos domésticos, e pode comprometer a saúde da gengiva e os tecidos de suporte dos dentes, sobretudo com inflamação. Se não for tratada, pode atingir inclusive o sistema imunológico do animal, já que os microrganismos podem percorrer a corrente sanguínea e atacar os pulmões, rins e articulações.

Esse problema pode atingir animais de várias raças e idades, sendo os primeiros sinais indicados pela inflamação da gengiva, mau hálito, perda de dentes, etc.

Em fase avançada pode causar dores no animal, dificuldade de mastigar os alimentos e até mesmo sangramentos. Desenvolve-se em tempo relativamente rápido, caso não haja a higienização do aparelho bucal, o que é comum, já que nem todos os donos destes animais possuem o hábito de escovar os dentes dos mesmos.

A melhor prevenção está, portanto, na escovação dos dentes, para que as placas bacterianas possam ser destruídas. Alguns especialistas aconselham dar ao animal alguns objetos específicos de plástico, para que, ao morde-los, as placas sofrem desestabilização.

O tratamento da doença periodontal passa por processo cirúrgico, que somente um médico veterinário pode realizar, já que o procedimento utiliza anestesia durante a raspagem das placas.

Fonte: Revista Veterinária

Sarna demodécica (Sarna Negra)

A Sarna demodécica é causada por um ácaro minúsculo, o Demodex canis, muito pequenos para serem vistos a olho nu. Quase todos os cães adquirem ácaros de sarna de suas mães nos primeiros dias de vida. Esses ácaros são considerados normais na fauna da pele quando em número baixo. Eles produzem doenças apenas quando um sistema imunológico anormal permite que esses números fujam ao controle. Isso ocorre principalmente em filhotes ou em cães adultos com baixa imunidade. Uma alta incidência de sarna em certas linhagens sugere que alguns cães de raça nascem com uma suscetibilidade imunológica inata. Ou seja, a sarna demodécica é genética. Por isso é importante avaliar e investigar bem o canil antes de comprar um cão de raça.

A sarna demodécica ocorre nas formas generalizada e localizada. O diagnóstico é feito retirando múltiplas escamas de pele e procurando pelos ácaros. As sarnas demodécicas costumam ser fáceis de encontrar.

Sarna Demodécica Localizada 

Essa doença ocorre em cães menores de 1 ano de idade. A aparência da pele é similar a da micose. O principal sinal é a perda de pêlo ao redor das pálpebras, lábios e cantos da boca, e ocasionalmente no tronco, pernas e nas patas. O processo evolui para manchas irregulares de perda de pelos de cerca de 2.5 cm de diâmetro. Em alguns casos a pela fica vermelha, com escamas e infecções.

A sarna localizada costuma passar espontaneamente em seis a oito semanas, mas pode aumentar e diminuir por muitos meses. Se houver mais de cinco focos de mancha, a doença pode estar progredindo para a forma generalizada. Isso ocorre em aproximadamente 10% dos casos.

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Tratamento da Sarna Demodécica

O veterinário deve receitar um tratamento tópico localizado e banhos especiais de tratamento. Isso pode reduzir o curso da doença. A medicação deve ser aplicada com uma camada do pêlo para minimizar a queda. O tratamento pode fazer a região parecer pior nas primeiras duas ou três semanas.

Não há evidências de que tratar a sarna localizada evite que a doença se torne generalizada. O cão deve ser examinado novamente em quatro semanas.

Sarna Demodécica Generalizada 

Cães com a doença generalizada desenvolvem áreas de perda de pêlos na cabeça, pernas e tronco. Essas manchas se encontram formando grandes áreas de perda de pêlos. Os folículos pilosos se ligam aos ácaros e as escamas da pele. A pele se rompe formando feridas, crostas, apresentando uma doença mais incapacitante. Aguns casos são uma continuação da sarna localizada; outros se desenvolvem espontaneamente em cães mais velhos.

Quando a sarna generalizada se desenvolve em cães com menos de 1 ano de idade, as chances são de 30 a 50 porcento de que o filhote se recupere espontaneamente. Não se sabe se o tratamento médico acelera essa recuperação.

Em cães com mais de 1 ano de idade, a cura espontânea é improvável, mas as perspectivas de melhora com tratamento médico aumentaram dramaticamente nas últimas décadas. A maioria dos cães alcança a cura com tratamento intenso. A maior parte dos casos remanescentes pode ser controlada se o dono estiver disposto a empenhar o tempo e despesas necessárias.

Fonte: Tudo sobre Cachorros

Revista Veterinária 

No inverno, motores de veículos são uma ‘ameaça’ para gatos

No inverno, motores de veículos são uma ‘ameaça’ para gatos

 

Gato morre dentro do motor de um Fiat Uno
Gato morre dentro do motor de um Fiat Uno

 

Marrom, de 4 meses, era um gato que não tinha o costume de sair de dentro de casa, segundo a dona. Nessa terça-feira (28), porém, enquanto os termômetros marcavam 11,9 graus às 6h25 em Bauru, ele resolveu sair de perto dos outros quatro gatos da família para buscar aquecimento no motor do Uno estacionado na garagem da casa. Sem notar a falta do bichano, Adriana Leite Nabarro, de 36 anos, que trabalha em uma padaria, saiu com o carro.

Já morto, o animal só foi encontrado dentro do motor por um mecânico após o veículo apresentar problemas cerca de 3 horas depois. O triste fato levanta um alerta, feito também pelo Conselho Municipal de Proteção e Defesa Animal (Comupda) aos proprietários de animais, já que as baixas temperaturas no inverno aumentam a probabilidade desse tipo de problema.

Susto e tristeza

Adriana conta que, ao levantar e abrir a porta de casa como faz todos os dias, não imaginava que Marrom poderia ter saído e entrado no motor do Uno.

“Eles (os gatos dela) não costumam fazer isso. Teve uma época em que os gatos da rua entravam, mas eu sempre escutava um miado e abria o capô para checar, antes de sair. Ontem, não ouvi nada e não olhei, infelizmente”, lamenta a mulher, que chorou ao saber que o problema no aquecimento do veículo era provocado pelo corpo do gato emaranhado em meio à correia e bomba de água, por volta das 9h.

“Foi um susto e um choque quando o mecânico mostrou, não imaginávamos. Coitadinho!”, completa o pintor Marcelo Francisco da Silva, 41 anos, marido de Adriana.

Ele conta que, além de Marrom, os gatos da família, Tayla, de 4 meses, Sofia, que tem 3 anos e é mãe de Marrom, Wilbert e Negão, de 3 anos, dormem geralmente no sofá da casa ou na área da casa. “Eles ficam passeando, mas, como está frio, ficam lá dentro”, frisa.

“Ele estava meio doentinho e deve ter saído de perto dos outros assim que abri a porta de manhã, mas não pensei que conseguiria subir no carro”, acrescenta Adriana.

O mecânico que atendeu a família diz que a situação não é tão frequente, mas já atendeu outro caso parecido. “É sempre um susto. No ano passado, uma caminhonete estava com o mesmo problema e encontramos um gato morto no motor”, lembra Marcos Antônio Guimarães, que trabalha há 15 anos como mecânico.

“Eles entram por baixo do motor e gostam do recuo que tem próximo à correia do carro e fica ao lado do motor”, explica.

‘É bom ficar alerta’

Presidente do Comupda, Leandro Tessari diz que situações como essa, que resultam na morte dos animais dentro de motores, não são tão comuns. “Já ouvi dizer de gato que entrou no motor e pulou assim que o carro parou, mas morrer lá dentro não”, frisa.

Ele alerta, contudo, que gatos gostam de lugares estreitos e procuram pontos mais quentes, principalmente no inverno. Assim como os cachorros, que costumam deitar nas sombras de carros para se esconderem do sol ou para se esquentarem.

“Já ouvi falar de casos em que o gato entrou até no motor de máquina de lavar. É bom ficar alerta”, ressalta Tessari.

ATÉ JAGUATIRICA

Em abril, conforme o JC noticiou, uma jaguatirica pegou “carona” no capô de uma Caravan, na região do Sambódromo, no Geisel, e só foi sair do veículo da rua Joaquim da Silva Martha, no Jardim Brasil. O animal foi resgatado e solto na natureza.

Fonte :Jornal da Cidade

Coprofagia: Meu cachorro come fezes, o que fazer?

Coprofagia: Meu cachorro come fezes, o que fazer?

Coprofagia é o hábito que os cães têm de ingerir fezes, que podem ser próprias ou até mesmo de outros animais.

Este hábito deixa o tutor impactado negativamente, pois atualmente os animais são considerados filhos (humanizados) e têm uma vida muito próxima das pessoas, por exemplo: dormem na cama, ficam no sofá, fazem as refeições muitas vezes dentro de casa, causando este hábito muita repugnância.

A fim de solucionarem rapidamente este problema, os veterinários são cobrados pelos tutores a dar explicações e soluções urgentes para este terrível hábito.

O problema é multifatorial, desta forma a solução dependerá do entendimento da situação.

Questões Nutricionais ou Físicas

– Os cães comem fezes muitas vezes por elas serem nutritivas mesmo. É o caso dos cães que vivem em florestas e têm o hábito de comer fezes de eqüinos, bovinos, entre outros.
– Excessos alimentares (dietas muito proteicas) e má digestão podem deixar as fezes mais atrativas nutricionalmente.

– Carências nutricionais (falta de vitaminas) e parasitoses intestinais.
– Deficiência de enzimas pancreáticas.
– Alimentar o animal apenas uma vez ao dia.
– Em filhotes pode estar relacionado com mudanças de flora intestinal.

Eliminados todas estão questões nutricionais e físicas, sobram as emocionais, e elas são responsáveis pela maioria dos quadros de coprofagia:

– Transtornos de comportamento (ansiedade e estresse)
– Cães entediados que manipulam fezes como passatempo,especialmente quando eles vivem em ambientes pequenos e que passeiam pouco.
– Chamar a atenção dos tutores
– Localização errada dos recipientes de água e comida em relação ao local disponibilizado para que o animal faça suas necessidades.
– Cães com temperamento “forte” ou intolerantes a serem contrariados (quando ele quer e não é realizado algo ou quando ele não aceita uma situação). Cães deixados em casa sem companhia por um longo período de tempo acabam por exibir este comportamento, tutores que obrigam os cães a se alimentarem de comida industrializada.

Agora que você conhece alguns dos motivos que podem gerar o hábito em seu cãozinho, procure perceber em qual item ele se enquadra. Converse com o seu veterinário que vai te orientar da melhor maneira, pois o tratamento dependerá da causa ou causas relacionada(s).

Dr. Marcos Fernandes
Veterinário homeopata, psicanalista e mestre em saúde pública pela USP (SP). Comunicador da Rádio Mundial (95,7 FM) no programa Saúde Animal

Fonte: MONAMIGO

CachorroDeitado

 

Os perigos de se passear com o cachorro sem guia

Os perigos de se passear com o cachorro sem guia

 

Andar com o cachorro sem guia é um desejo bastante comum. Muitas pessoas me pedem para treinar seus cães a andarem sem a guia da coleira, pois a maior vontade desses donos é que seus cães possam andar livremente, explorar o ambiente e os cheiros e, consequentemente, aproveitar melhor o passeio. Além disso, muitos cachorros puxam a coleira, como costumamos dizer, ou seja, por ficarem bastante eufóricos com o fato de estarem passeando, acabam não andando no ritmo do dono, puxando a guia. O problema é que isso incomoda demais os donos, que acreditam que tudo seria diferente se o cão estivesse andando livremente, sem a guia.

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De fato, andar com o cachorro sem guia seria magnífico, se não fossem alguns pontos importantes. Confira:

Por que não devemos andar com nosso cachorro sem guia ou coleira

  1. Ambiente urbano: Nas cidades, vivemos em um ambiente urbano. Isso significa que estamos sujeitos a encontrar automóveis o tempo todo, além de pessoas de bicicleta, skate, patins – todos esses em altas velocidades. Toda essa movimentação pode ser perigosa, já que ocorrem diversos estímulos ao mesmo tempo e qualquer momento de desatenção pode gerar um grande problema.
  1. Barulhos e situações inesperadas: quando estamos na rua, infelizmente todo tipo de barulho e ação pode acontecer: buzinas altas, freadas bruscas, fogos de artifício, pessoas gritando, entre outros. Se algumas vezes esses estímulos assustam até mesmo a nós, imagine o que eles não podem provocar em um cão com uma audição extremamente aguçada e nem sempre tão bem socializado que possa estar acostumado a essas situações.
  1. Falta de controle do animal: esse é um dos pontos fundamentais, pois por mais que tenhamos treinado um cão, por mais experiências que ele tenha tido na vida, não conseguimos prever suas reações em situações atípicas. O animal tem instintos e reações de medo que podem fugir do nosso controle e, em situações extremas, um comportamento diferente do comum pode ser expresso. O mais perigoso deles é se assustar e sair correndo em qualquer direção.

Durante minha jornada como treinadora, tive duas experiências que marcaram muito e aconteceram justamente quando cães que havíamos treinado estavam andando sem guia pelas ruas. Nós sempre insistimos bastante para que os donos colocassem guia nos seus cães, mas infelizmente isso não ocorreu. Os cães andavam para todos os lados com seus donos, inclusive em ruas muito movimentadas, ou seja, já tinham bastante experiência em andar nas ruas sem guia. Porém, se existe 1% de chance de algo acontecer, um dia esse 1% pode se tornar 100%, e os dois cães, que eram de donos diferentes, acabaram morrendo atropelados. Isso gerou tanta tristeza e foi tão traumático para as famílias e para nós que decidimos ser muito mais enfáticos com relação à segurança no passeio para os pets. Ninguém merece ver seu amado cão ir embora dessa forma!

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Passeando com o cachorro com segurança

Já que passear com o cachorro sem guia não é a melhor opção, o que fazer para proporcionar aos cães esses momentos de liberdade tão prazerosos, mas sem colocar a vida deles em risco? Empresas de turismo animal foram criadas para isso! São passeios em meio à natureza e em ambientes seguros para que os cães possam aproveitar um dia todo de passeio, nadar no lago e até fazer rafting com seus donos, com segurança. Outra opção é levar seu peludo para o parque, onde ele pode correr, socializar com outros cães e gastar toda a sua energia.

Meu cachorro puxa a coleira. E agora?

Se o seu cão puxa na guia e isso te incomoda ou impossibilita os passeios, eduque-o para que ande ao seu lado. Se tiver dificuldades, procure um profissional que utiliza métodos positivos no adestramento, você verá como seus passeios diários podem se tornar muito mais prazerosos.

Concluindo, por mais agradável que seja um passeio sem guia para o cão, pense nos riscos imensos que ele corre e escolha a segurança em primeiro lugar. Bons passeios!

Fonte: www.tudodecao.com.br

 

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Encontrei um animal abandonado, o que fazer?

Encontrei um animal abandonado, o que fazer?

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Encontrei um animal abandonado, o que fazer?

A Hachi Ong – Proteção Animal. Não temos abrigo, somos voluntários e se cada um fizer por um o mundo fica melhor. Vamos juntos!

  1. Aja rápido, isso pode salvar a vida dele.
  • Encontre um lar provisório para esse animal. Alguém que possa ficar com ele até a sua adoção. Um lar provisório não é um lar ideal, pode ser qualquer cômodo da sua casa.
  • Veja se esse animal não está perdido
  1. Castre, vacine e vermifugue o animal.

Só assim você estará zelando corretamente e com amor pela vida dele.

Para Castrar Gratuitamente:  Digite no Google: “Castração gratuita e/ou a preço popular”.

Veterinários que atendem a preços populares: clique aqui

Sites com indicações de diversos serviços: Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal Instituto Nina Rosa e Gato Verde

  1. Monte uma campanha

Use fotos, dados, fale sobre a personalidade do animal e conte brevemente sua história. Envolva pessoas que gostam de animais e convoque-as a ajudar! Faça uma campanha de doação com todas as pessoas possíveis: amigos, parentes, vizinhos e divulgue por e-mail / facebook / mídias sociais. Delegue funções: um ajuda com uma coisa, outro com outra. Divulgue em sites especializados em adoção de animais:

  1. Não tem grana sobrando para isso?

Ninguém tem. Gere soluções: vaquinha entre amigos, on-line, rifas, faça um evento beneficente como bazar brechó, um jantar, almoço, uma apresentação. Reveja seus gastos. Converse com todos envolvidos explicando que se trata de uma ação social, parcele, troque serviços. Procure serviços sociais e gratuitos. Promova o coletivo, e verá que existe esperança. Barreiras existem e são superadas, algumas mais fáceis do que pensa.

  1. Vá a feiras de adoção

Levar em feiras de adoção é a forma mais rápida e eficaz de doar um animal. O site Olhar Animal tem todas feiras cadastradas do Brasil. Entre em contatos com os organizadores das feiras e peça para abrir um espaço para você levar o animal. Para isso ele precisa estar castrado, vacinado e vermifugado.

Importante: Ao encontrar candidatos, procure conhecer o perfil da pessoa: saber se ela já teve animais, o que aconteceu com eles, se as vacinas estão em dia para que um não transmita doenças ao outro, conhecer o espaço onde ela mora, entender bem quais são as intenções da pessoa em relação ao animal, lembrar que um animal vive de 10 a 20 anos, etc. Doe gatos somente para apartamentos telados e cães em apartamento somente com telas para evitar acidentes. Peça cópia dos documentos: CPF, RG e comprovante de residência. Entregue uma cópia do Art. 32 da Lei 9.605/98, que explica que mau tratar animais é crime. Faça assinar um termo de responsabilidade. Entre em contato conosco, podemos enviar o modelo por e-mail.

Havendo vagas, poderemos oferecer um espaço para expôr o animal para adoção. Para isto, o animal deve estar castrado, vacinado, vermifugado e com atestado de saúde emitido por escrito pelo veterinário responsável, indicando o estado de saúde dele.

 

Primeiros socorros: Cães engasgados

Primeiros socorros: Cães engasgados

A prevenção é fazer um manejo correto, mantê-lo distante de objetos pequenos e ter cuidado com o que oferta ao seu cão

Escrito por George Augusto
Acadêmico de Medicina Veterinária

Os cães são animais magníficos e companheiros inseparáveis, porém muitas vezes dão verdadeiros sustos aos seus tutores que, muitas vezes, chegam a ficar desesperados com a presença de um problema de saúde. Existem muitos casos em que o animal necessita de uma intervenção imediata por parte de uma pessoa, fazendo com que seja executada uma manobra que pode salvar a vida do pet em um momento de emergência. É sempre importante que pessoas que tem cães em casa saibam fazer algumas manobras de primeiros socorros, para que em seguida possa levar o animal a uma clínica veterinária o mais rápido possível. Existem inúmeros casos em que os primeiros socorros são necessários, principalmente no caso de engasgos. É importante que os tutores de cães estejam sempre atentos e observem certos cuidados para que o animal não sofra uma obstrução. O engasgo é algo sério e pode levar o animal à morte.

Antes de citar alguns fatores que levam o cão a se engasgar, é importante o tutor ter em mente que o cão costuma por tudo que vê na boca, fazendo com que ele fique bastante vulnerável. Existem várias causas que levam os cães a ficarem engasgados, sendo na maioria das vezes, certos maus hábitos por parte dos criadores. O principal vilão e precursor da maioria dos engasgos são pedaços de ossos, como os de galinha, bovino, suíno, não deixando de fora as espinhas de peixe. Além de causar obstrução, os ossos e espinhas podem causar perfurações nos órgãos internos do animal. Outro fator bastante comum são pequenos objetos que o animal pode facilmente pôr na boca e ingerir, como: Pilhas, moedas, tampas de caneta e etc. Pedaços grandes de comida, também podem ser causadores de engasgos.

Foto: Reprodução

Os sinais clínicos que o animal apresenta são bem típicos, fazendo com que o tutor observe-os logo em seguida da obstrução. Pode ser observado:

– O animal apresenta bastante sialorréia (Excesso de saliva que flui para fora da boca);

– O cão fica totalmente inquieto;

– É observada uma tosse constante;

– Ocorre uma dispnéia (dificuldade respiratória);

– Repetidas tentativas de vômito;

– Pode ser observado um choro por parte do animal.

Assim que o cão apresentar sinais clínicos parecidos com os citados acima, o tutor deve ligar imediatamente para o médico veterinário. Caso o quadro do animal esteja bastante grave, ou seja, o animal não consiga respirar e o profissional esteja a caminho pode ser utilizado certo método emergencial a fim de estabilizar o quadro até a chegada do médico veterinário.

 

O que fazer se o seu cachorro estiver engasgado

Primeiro leve o seu cão a um ambiente limpo e com uma boa iluminação. Em seguida, abra a boca do animal e tente visualizar se há alguma obstrução visível. A atitude ideal é tentar retirar o objeto para forao mais rápido possível. Se estiver muito escuro, pode ser usada uma lanterna. Caso não apareça nada obstruindo, não ponha a mão na garganta do animal, isso só irá piorar o quadro. Em situações que são visualizados objetos, certifique-se do que se trata, pois na esperança de remover o objeto, poderá agravar ainda mais o quadro, como no caso de um anzol preso na garganta, por exemplo.

Outro método que pode ser utilizado na emergência é a manobra de Heimlich. Bastante utilizada em seres humanos, essa técnica pode salvar a vida do animal de estimação também. Essa manobra é normalmente utilizada em engasgo com corpo estranho não perfurante, como: pequenas bolas, moedas, e etc. Em caso de ingestão de objetos pontiagudos ou cortantes, não é indicada a execução da técnica. Repita a manobra 5 vezes, em caso de não haver efeito, não insista. (Leia aqui como performar a manobra de Heimlich)

Caso o animal não responda a nenhuma tentativa, leve-o imediatamente a uma clínica mais próxima. Entre em contato com o médico veterinário que você havia chamado e explique a situação. Existem obstruções em que é necessária a intervenção cirúrgica de emergência. Não fique tentando desobstruir, pois o animal pode chegar a óbito em suas mãos.

A prevenção para que o animal não sofra com engasgos é fazer um manejo correto e ficar atento aos objetos que estão ao alcance do animal e o que lhe é ofertado. Nunca oferte alimentos que contenham pequenos ossos ou espinhas de peixe, pois o animal tentará quebrar os ossos em lascas afiadas e depois ingerí-las. Não deixe objetos pequenos no chão, como: Borracha de balões estourados, tampa de caneta, bola de gude e outros. Pense sempre que seu animal botará tudo na boca, fazendo deles potenciais riscos à sua vida.

 

Por: George Augusto von Schmalz Portella de Macedo

Ocupação: Acadêmico de Medicina Veterinária

Contato: george_medvet@hotmail.com